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A Equoterapia

A EQUOTERAPIA

 

 

Por  Paula Gomes Rodrigues

 

 

 

A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação, psicologia e equitação. É um trabalho realizado em equipe, a qual deve ser altamente especializada, requer além dos conhecimentos particulares de cada profissão, alto grau de conhecimento deste instrumento terapêutico - o cavalo - e familiaridade com o mesmo, para se obter bons resultados.

Apesar de estar sendo valorizada somente nas ultimas décadas, a equoterapia é uma ciência milenar. Hipócrates, em 350 A.C, já aconselhava sua prática na solução de problemas de saúde e comportamentais, também os árabes utilizavam a equoterapia como pratica terapêutica. Foi somente após a II Guerra mundial que a equoterapia foi novamente resgatada e passou a ser valorizada e estudada com a devida importância.

A dinamarquesa Elizabeth Hardel foi o primeiro exemplo de “autoterapia”. Acometida por poliomielite grave, conquistou duas medalhas olímpicas em 1952 e 1956, na modalidade de adestramento equestre, o que despertou a curiosidade da classe médica.

Atualmente, o tratamento equoterápico é bastante difundido, contando com mais de cem centros de estudos nos países desenvolvidos, o maior deles na Itália. No Brasil, a equoterapia teve início na década de 70, com os primeiros trabalhos realizados na Granja do Torto, em Brasília, atual sede da Associação Nacional de equoterapia (ANDE - BRASIL). Um dos pioneiros em equoterapia no Brasil foi o Centro de Equitação Terapêutica da Escola do Exército (CETA) que surgiu em 1991. Hoje, existem mais de 50 centros em todo a país.

 

Características e função do cavalo

 

O cavalo é o agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, o que irá contribuir para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. A interação com o cavalo, os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolverá novas formas de socialização, autoconfiança e auto-estima.

O cavalo deverá possuir os três andamentos muito bem definidos, que são: passo (antepistado, sobrepistado e transpistado), o trote e galope. O animal deve ainda ser equilibrado, ter altura média de cernelha variando entre 1,40 a l,50m e o flanco deverá ter uma circunferência discreta a fim de evitar uma grande abertura dos membros inferiores do cavaleiro.

O movimento tridimensional realizado pelo dorso do cavalo, ou seja, para cima, para baixo, para frente, para traz, para esquerda, para direita se assemelham muito ao andar humano, a diferença é inferior a 5%, e quando o praticante está montado e cavalgando passa a receber diversos estímulos que irão ajudar na sua reabilitação, melhorando o tônus muscular, e os sistemas cardíaco, respiratório e vascular. Após 30 minutos de exercício, o praticante terá executado de 1,8 a 2,2 mil deslocamentos, que ativam diretamente sobre seu sistema nervoso profundo, aquele que é responsável pelas noções de equilíbrio, distância e lateralidade.

O temperamento do cavalo deverá ser muito bem analisado, não existe uma raça própria para a prática equoterapêutica e muito menos o cavalo ideal, porém o cavalo deverá ser castrado e com idade acima dos dez anos, ser dócil, calmo e paciente.

 

 

Programas de Tratamento

 

Existem 3 tipos de tratamento na equoterapia, cada um com uma indicação especifica dependendo do quadro patológico que o praticante se encontra:

 

  1. Equoterapia: uso do cavalo como instrumento terapêutico e psicológico; é indicada quando o praticante não apresenta condições de se manter sozinho sobre o cavalo necessitando então de um auxiliar guia para conduzir o cavalo e, evidentemente, de um auxiliar-lateral para mantê-lo montado, dando-lhe segurança;

 

  1. Educação/Reeducação: o cavalo continua proporcionando benefícios pelo seu movimento tridimensional e multidirecional e o praticante passa a interagir com mais intensidade. O praticante deverá ter condições de exercer alguma atuação sobre o cavalo e conduzi-lo, dependendo em menor grau da equipe de auxílio.

 

  1. Pré-esportivo: o praticante já possui condições satisfatórias para a condução do cavalo, podendo participar de exercícios específicos de hipismo. O cavalo nessa modalidade é utilizado como meio de instrumento de inserção social.

 

 

Emocionalmente, o praticante é favorecido pelo ambiente natural, trocas afetivas com o animal, além de se trabalhar a segurança e a auto-confiança através do convívio e possibilidade de condução de um animal grande e forte. A diversão, o prazer e a descontração, faz com que o praticante seja um participante ativo em seu processo de reabilitação conseguindo resultados positivos de maneira rápida e prazeiroza.

 

Adaptado de:             http://www.equo.com.br/equoterapia.htm

 

http://www.equoterapia.net/#

 

 

 

 

 

Paula Gomes Rodrigues

Zootecnista Mestre em Produção Animal / Equinos

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