
3ª Categoria – Pelagens compostas
Por Paula Gomes Rodrigues e Maria Cláudia Martins Guerra Miranda
São formadas pela interpolação de pelos de duas ou três cores diferentes, distribuídos no corpo do animal. A variação de cores pode ocorrer no mesmo pelo.
3.1 Tordilha
Interpolação de pelos brancos em todo o corpo do animal. O gene responsável pela pelagem tordilha é epistático, ou seja, sempre que estiver presente no genótipo, vai se manifestar no fenótipo. Portanto, todo produto tordilho é fruto de um acasalamento em que pelo menos um dos pais é tordilho. O animal tordilho tem clareamento progressivo. O potro pode nascer com a interpolação de pelos brancos característica do tordilho e clarear lentamente, com o avançar da idade. Porém, a maioria nasce com uma pelagem firme e os pelos brancos vão aparecendo à medida que envelhecem. Esse clareamento é observado a partir das extremidades, principalmente na região da cabeça (contorno dos olhos, narinas e orelhas), podendo iniciar também a partir da crina, cauda e membros. Durante sua vida, o animal tordilho pode apresentar diversas alterações na tonalidade da pelagem. Variedades:


Tordilho Ruço Tordilho Negro Apatacado

Tordilho Cardã
3.2 Rosilha
Caracterizada pela interpolação de pelos brancos nas diversas pelagens. Esses pelos brancos são menos evidenciados na cabeça. Os potros já nascem rosilho, mas raramente podem apresentar ao nascimento pelagens uniformes e a interpolação de pelos brancos acontecerá mais tarde. As variedades mais comumente encontradas se caracterizam pela ação do gene do rosilho em outra pelagem qualquer. Pode ainda ser classificada como clara (predominância de pelos brancos no pescoço e tronco) ou escuras (predominância de pelos da pelagem de origem). Algumas variedades:


Rosilho Preto Rosilho Castanho
3.3 Lobuna
Caracterizada pela interpolação de pelos amarelos e pretos. Essas duas tonalidades podem também estar presentes no mesmo pelo. Na cabeça há predomínio de pelos pretos. Variedades:

Lobuno Claro
3.4 Ruão
Interpolação de pelos vermelhos, pretos e brancos. Pelagem encontrada nos asininos e muares. Os pelos pretos podem estar presentes apenas nas regiões de crina e cauda.

Ruão
BIBLIOGRAFIA
Adalgiza Souza Carneiro de Rezende, Maria Dulcinéia da Costa. Pelagem dos Eqüinos: Nomeclatura e Genética. 2. ed. Belo Horizonte: FEP-MVZ Editora. 111p.
Paula Gomes Rodrigues – Zootecnista
Mestre em Produção Animal / equinos (UFLA)
Maria Cláudia Martins Guerra Miranda – Zootecnista
Mestranda em Ciência Animal / equinos (UNIFENAS)
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