
Tipos de pelagens dos equinos - parte 4
Por Paula Gomes Rodrigues e Maria Cláudia Martins Guerra Miranda
4ª Categoria – pelagens conjugadas
Caracterizadas pela presença de malhas brancas despigmentadas em qualquer outra pelagem.
4.1 Pampa
Conjugação de malhas brancas despigmentadas, bem delimitadas, em qualquer outra pelagem. A designação pampa precede o nome da pelagem de fundo, se a proporção de malhas brancas for maior, ou deve vir depois do nome da pelagem de fundo, se as malhas brancas estiverem em menor proporção. Algumas variedades:


Preto Pampa Pampa de Preto
4.2 Apalusa
Qualquer pelagem que apresentar malha branca despigmentada na garupa será designada de Apalusa. Essa malha poderá se estender atingindo outras regiões do tronco (dorso, lombo, costados, cernelha, espáduas) e poderá apresentar ou não pintas da pelagem básica.
O potro pode não ter a pelagem apalusa claramente evidenciada ao nascimento, mas há quatro sinais que quando observados no eqüino jovem caracterizam esta pelagem: 1 – esclerótica facilmente visível, 2 – cascos rajados ou mesclados, 3 – áreas de despigmentação em determinadas regiões da cabeça. O animal apresentará um padrão borrado de pele pigmentada e não pigmentada principalmente em volta dos olhos e focinho, 4 – despigmentação na região anal, órgãos genitais e às vezes na vulva. Essas regiões apresentarão áreas de despigmentação, lembrando um mapa irregular de pele clara e escura.
Animais que não apresentarem a pelagem apalusa característica, mas apresentarem essas quatro características, poderão ter filhos de pelagem apalusa. Essa é característica de uma raça de eqüinos dos EUA, denominada Appaloosa, onde a dominância sobre a garupa, podendo estender-se a todo o exterior do animal (Leopardo). Nas raças de pôneis, quando a malha com pintas atinge todo o corpo do animal, a pelagem é denominada Persa. Podem existir dois tipos de pelagem apalusa:
Estas variações podem ainda ser subdivididas:

Castanho Apalusa Mantado
4.3 Persa (variedade leopardo da pelagem apalusa)
Pelagem de pelos brancos, com deficiência de pigmentação na pele e pequenas malhas circunscritas de outra pelagem distribuídas por todo o corpo do animal.
Apesar de ser classificada como tipo diferente da pelagem apalusa, publicações recentes revelam que geneticamente essa pelagem é uma variedade da apalusa. Variedades:

Tordilho Persa
4.4 Oveira
Malhas de despigmentação em fundo de qualquer pelagem. Essas malhas apresentam contorno irregular e não são bem delimitadas como na pelagem pampa, mas se infiltram com a pelagem de fundo. As áreas brancas incluem grande parte (ou a totalidade) da cabeça, podem atingir as faces laterais do pescoço, costados, ventre e flancos, porém nunca cruzam a linha dorsal. Na maioria dos cavalos, a área pigmentada é mais extensa que a branca, e a cauda normalmente é de uma só cor.

Alazão Oveiro
4.5 Toveira
Variedade da oveira. Sua caracterização pode ser feita observando as malhas que são irregulares e grande parte da cabeça apresenta malha despigmentada, como na oveira, porém, as marcas do tronco ultrapassam a linha dorsal e na maioria dos animais, a área despigmentada é maior que a pigmentada.

Alazão Toveiro
BIBLIOGRAFIA
Adalgiza Souza Carneiro de Rezende, Maria Dulcinéia da Costa. Pelagem dos Eqüinos: Nomeclatura e Genética. 2. ed. Belo Horizonte: FEP-MVZ Editora. 111p.
Paula Gomes Rodrigues – Zootecnista
Mestre em Produção Animal / equinos (UFLA)
Maria Cláudia Martins Guerra Miranda – Zootecnista
Mestranda em Ciência Animal / equinos (UNIFENAS)
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