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Pelagens dos equinos - parte 5

II – PARTICULARIDADES DAS PELAGENS

 

Por Maria Cláudia Martins Guerra Miranda – Zootecnista

Mestranda em Ciência Animal / equinos (UNIFENAS)

 

 

 

1.     Particularidades gerais

 

Não tem sede fixa no corpo do animal. Os pelos modificam o aspecto das pelagens conferindo-lhes nomes especiais. Exemplos: apatacada, salpicada e tordilho pedrês.

A direção natural dos pelos também pode ser diferente do corpo, em pequenas áreas, são denominadas rodopios. Possui forma arredondada, especificamente nas regiões da cabeça, garganta, pescoço e flancos. Quando esses pelos irregulares possuírem formato mais alongado recebem o nome de espiga. Se a espiga se localizar na tábua do pescoço é chamada de espada romana, se situada nas espáduas ou costelas é denominada seta. A localização zootécnica dos rodopios espigas sempre deve ser descrita na resenha.

 

2.     Particularidades especiais

 

Áreas delimitadas cobertas de pelos brancos contrastando com a pelagem dominante. Podem ser observadas na cabeça, pescoço, tronco e membros.

 

2.1  Cabeça e pescoço:

 

Quando os sinais brancos estiverem localizados na cabeça, sobre pele despigmentada, dependendo

da forma, região e tamanho, recebem os nomes como: estrela, luzeiro, cordão, filete, beta, bebe em branco

, bocalvo, malacara e frente aberta. A presença de pelos brancos sobre pele escura deve ser entendido

como vestígio.

Se os cílios forem brancos devem o animal deve ser chamado de celhado.

Na pelagem alazã as crinas podem ser brancas e essa particularidade é denominada crinalvo.

 

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2.2  Tronco:

 

No tronco pode ocorrer listra de burro, estendendo-se na região dorsal (da cernelha até a base da

cauda). Ainda no tronco, pode-se encontrar a faixa crucial. Quando essas particularidades são pouco

 visíveis devem ser consideradas vestígios. Malhas despigmentadas situadas na região abdominal são

denominadas bragas.

 

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Listra de Burro                                              Bragas

 

 

 

 

 

 

 

2.3  Membros:

 

As marcas brancas, bem delineadas e com pele despigmentada formam os calçamentos.

De acordo com a extensão, os calcamentos podem ser: alto (inicia na coroa e atinge ou ultrapassa

 o joelho e/ou o jarrete), médio (inicia na coroa e termina abaixo das articulações do joelho e/ou jarrete)

e baixo calçado (situa-se entre a coroa do casco e o boleto).

Na pelagem pampa, quando estes calçamentos ultrapassam joelhos e/ou jarretes e atingem a região do tronco,

não devem ser descritas na resenha, estes animais são chamados de arregaçados (quando não ultrapassarem

a linha do dorso).

Pele despigmentada sobre a região da coroa do casco chama-se calçado sobre coroa.

Se a pele não for despigmentada nos calçamentos considera-se como vestígio, em caso de dúvida,

a região deve ser molhada para se determinar a tonalidade da pele do animal.

Quando em qualquer um dos calçamentos ocorrer malhas escuras (pretas ou castanhas) e arredondadas,

diz-se que o calçamento é arminhado.

Quando o calçamento não envolve todo o membro do animal dizemos que é incompleto, caso contrário

 é um calçamento completo.

Os cascos podem ser definidos como branco ou rajado/mesclado.

Nos membros pode-se encontrar também a particularidade chamada de zebruras, caracterizada por

estrias escuras e transversais nas regiões dos joelhos e jarretes. Na resenha é necessário esclarecer

em qual(is) membro(s) estão localizadas.

 

 

 

 

 

pe30

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na resenha, para se identificar o(s) membros(s) calçado(s) podem ser utilizadas as seguintes descrições:

 

  • Manalvo: mesmo tipo de calçamento nos dois membros anteriores
  • Pedalvo: mesmo tipo de calçamento nos dois membros posteriores
  • Trialvo: três membros com o mesmo calçamento, na descrição deve-se identificar o membro calçado sozinho. Exemplo: médio trialvo do anterior direito (posteriores e anterior direito com médio calçado).
  • Quatralvo: quatro membros com o mesmo calçamento.
  • Lateral: identifica o animal que possui o mesmo tipo de calçamento em um dos lados, sendo necessário identificar o lado. Exemplo: baixo calçado lateral esquerdo( membro posterior e anterior esquerdo com baixo calçado).
  • Diagonal: identifica o animal que possui o mesmo tipo de calçamento nos membros em diagonal. Deve-se identificar o anterior que é calçado. Exemplo: médio calçado em diagonal direito (animal possui o posterior esquerdo e o anterior direito com médio calçado).

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

Adalgiza Souza Carneiro de Rezende, Maria Dulcinéia da Costa. Pelagem dos Eqüinos: Nomeclatura e Genética. 2. ed. Belo Horizonte: FEP-MVZ Editora. 111p.

 

 

 

Paula Gomes Rodrigues – Zootecnista

Mestre em Produção Animal / equinos (UFLA)

 

 

Maria Cláudia Martins Guerra Miranda – Zootecnista

Mestranda em Ciência Animal / equinos (UNIFENAS)

 

 

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