
II – PARTICULARIDADES DAS PELAGENS
Por Maria Cláudia Martins Guerra Miranda – Zootecnista
Mestranda em Ciência Animal / equinos (UNIFENAS)
1. Particularidades gerais
Não tem sede fixa no corpo do animal. Os pelos modificam o aspecto das pelagens conferindo-lhes nomes especiais. Exemplos: apatacada, salpicada e tordilho pedrês.
A direção natural dos pelos também pode ser diferente do corpo, em pequenas áreas, são denominadas rodopios. Possui forma arredondada, especificamente nas regiões da cabeça, garganta, pescoço e flancos. Quando esses pelos irregulares possuírem formato mais alongado recebem o nome de espiga. Se a espiga se localizar na tábua do pescoço é chamada de espada romana, se situada nas espáduas ou costelas é denominada seta. A localização zootécnica dos rodopios espigas sempre deve ser descrita na resenha.
2. Particularidades especiais
Áreas delimitadas cobertas de pelos brancos contrastando com a pelagem dominante. Podem ser observadas na cabeça, pescoço, tronco e membros.
2.1 Cabeça e pescoço:
Quando os sinais brancos estiverem localizados na cabeça, sobre pele despigmentada, dependendo
da forma, região e tamanho, recebem os nomes como: estrela, luzeiro, cordão, filete, beta, bebe em branco
, bocalvo, malacara e frente aberta. A presença de pelos brancos sobre pele escura deve ser entendido
como vestígio.
Se os cílios forem brancos devem o animal deve ser chamado de celhado.
Na pelagem alazã as crinas podem ser brancas e essa particularidade é denominada crinalvo.

2.2 Tronco:
No tronco pode ocorrer listra de burro, estendendo-se na região dorsal (da cernelha até a base da
cauda). Ainda no tronco, pode-se encontrar a faixa crucial. Quando essas particularidades são pouco
visíveis devem ser consideradas vestígios. Malhas despigmentadas situadas na região abdominal são
denominadas bragas.

Listra de Burro Bragas
2.3 Membros:
As marcas brancas, bem delineadas e com pele despigmentada formam os calçamentos.
De acordo com a extensão, os calcamentos podem ser: alto (inicia na coroa e atinge ou ultrapassa
o joelho e/ou o jarrete), médio (inicia na coroa e termina abaixo das articulações do joelho e/ou jarrete)
e baixo calçado (situa-se entre a coroa do casco e o boleto).
Na pelagem pampa, quando estes calçamentos ultrapassam joelhos e/ou jarretes e atingem a região do tronco,
não devem ser descritas na resenha, estes animais são chamados de arregaçados (quando não ultrapassarem
a linha do dorso).
Pele despigmentada sobre a região da coroa do casco chama-se calçado sobre coroa.
Se a pele não for despigmentada nos calçamentos considera-se como vestígio, em caso de dúvida,
a região deve ser molhada para se determinar a tonalidade da pele do animal.
Quando em qualquer um dos calçamentos ocorrer malhas escuras (pretas ou castanhas) e arredondadas,
diz-se que o calçamento é arminhado.
Quando o calçamento não envolve todo o membro do animal dizemos que é incompleto, caso contrário
é um calçamento completo.
Os cascos podem ser definidos como branco ou rajado/mesclado.
Nos membros pode-se encontrar também a particularidade chamada de zebruras, caracterizada por
estrias escuras e transversais nas regiões dos joelhos e jarretes. Na resenha é necessário esclarecer
em qual(is) membro(s) estão localizadas.

Na resenha, para se identificar o(s) membros(s) calçado(s) podem ser utilizadas as seguintes descrições:
BIBLIOGRAFIA
Adalgiza Souza Carneiro de Rezende, Maria Dulcinéia da Costa. Pelagem dos Eqüinos: Nomeclatura e Genética. 2. ed. Belo Horizonte: FEP-MVZ Editora. 111p.
Paula Gomes Rodrigues – Zootecnista
Mestre em Produção Animal / equinos (UFLA)
Maria Cláudia Martins Guerra Miranda – Zootecnista
Mestranda em Ciência Animal / equinos (UNIFENAS)
<- Voltar