
Maria Claudia Martins Guerra Miranda
Segundo Hafez (2004) as gônadas masculinas (testículos) situam-se fora do abdômen, no escroto. O canal inguinal dá passagem aos vasos e nervos para o suprimento da genitália externa. Os espermatozóides deixam o testículo pelos ductos eferentes ate chegar aos ductos deferentes. As glândulas acessórias liberam seu conteúdo no ducto eferente ou na uretra. A uretra leva a porção secundária do pênis na saída pélvica. Nesse local unem-se mais dois corpos cavernosos para formar o corpo do pênis. Alguns músculos agrupados ao redor da saída pélvica contribuem para a constituição da raiz do pênis. O ápice ou parte livre do pênis é coberto por pele modificada e o restante esta incluso no prepúcio. O testículo e o epidídimo são supridos pela artéria testicular que se origina da aorta dorsal.
Cada componente do sistema reprodutor de todos os animais domésticos desenvolvem-se a partir do desenvolvimento corporal e passam por diferenciação histológica. A competência funcional não é concluída simultaneamente em todos os componentes do sistema reprodutor. Na puberdade, todos os componentes alcançam suficiente estagio avançado de desenvolvimento para o sistema, como um todo, seja funcional. Em cavalos, um aumento significativo do peso testicular, na produção diária de espermatozóides e na reserva de esperma epididimal ocorre até os 15 anos de idade. Hafez (2004) (figura 1).
O tamanho testicular varia ao longo do ano em animais de estação reprodutiva sazonal, como o cavalo, devido ao aumento da atividade reprodutiva. Para um funcionamento eficiente, os testículos dos mamíferos devem ser mantidos em temperatura mais baixa que a do corpo. Características anatômicas dos testículos e escrotos permitem a regulação da temperatura testicular. Receptores de temperatura localizados na pele escrotal podem provocar respostas para diminuir a temperatura corporal e provocar palpitação e transpiração. A pele escrotal pode ainda alterar a espessura e a superfície do escroto e variar a proximidade de contato do testículo com a parede do corpo. No cavalo, esta ação pode ser suportada pelo músculo liso que pode abaixar ou elevar os testículos de acordo com a temperatura ambiente. Essa termoregulação, conjuntamente ao mecanismo de contracorrente proporcionado pela artéria testicular e veias testiculares, são importante para uma melhor produção espermática. Hafez (2004)
No pênis de mamíferos, 3 corpos cavernosos são agregados ao redor da uretra peniana. Nos garanhões, os corpos cavernosos contêm espaços cavernosos grandes, que durante a ereção se enchem de sangue, resultando em um considerável aumento de tamanho.
A estimulação sexual produz a dilatação das artérias que suprem os corpos cavernosos do pênis. Falhas de ereção são provocadas por defeitos estruturais bem como por causas psicológicas – estresse. O aumento da pressão dos corpos cavernosos do pênis produz considerável alongamento e dilatação no pênis de eqüinos. O recolhimento do pênis para dentro do prepúcio se dá após cessar a pressão dos corpos cavernosos. A introdução do pênis dura vários minutos no cavalo. Hafez (2004)
A ejaculação é a passagem do sêmen resultante ao longo da uretra peniana. Essa emissão ocorre por ação dos músculos lisos. Durante a ejaculação, o músculo bulbo esponjoso comprime o bulbo peniano e, então, bombeia o sangue dele para dentro do restante do corpo esponjoso do pênis. As mudanças de pressão que ocorrem no corpo esponjoso do pênis durante a ejaculação são transmitidas para o corpo esponjoso da glande, que aumenta de tamanho nos eqüinos.
Referências Bibliográficas
HAFEZ, E. S. E.; HAFEZ, B. Reprodução Animal [Tradução Renato Campanarut Barnabe] – Barueri, São Paulo : Manole, 2004.
MOREL, D; MINA, C. G. Equine Artificial Insemination CABI Publishing, 406 p., 1999.
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