
Aluisio Marins, MV
Estamos vendo nosso mercado indo muito bem. Algumas raças melhores, outras nem tanto, mas é fato que na média geral o cavalo vai bem como mercado. O comércio tem nos mostrado bons números, o giro de produtos é bom, a industria mostra aumento de produção e tudo o que envolve o cavalo veio em 2011 em uma crescente. Estamos, também, vendo que há no ar uma preocupação com a desova de cavalos por parte dos haras. Começamos, então a experimentar da lei da oferta e da procura. Enquanto algumas raças estão com cavalos em falta, outras estão estocando cavalos e haras. Isto se dá pelo fato de algumas raças terem feito um bom trabalho
visando a utilização do cavalo e não somente a criação de cavalos. Uma associação é feita de criadores, mas esta deve estimular o uso de sua raça e não mais criadores. E, aí vem outro complicador: definir para que determinada raça vai ser usada. De verdade, qualquer cavalo pode fazer qualquer coisa, mas as aptidões de uma ou outra raça tornam a especialidade algo presente no mercado. Quando falamos em determinar uma função devemos também definir o público para a raça ou para a função. Pode parecer loucura ou no mínimo estranho, mas vemos raças com o foco errado e por isto não crescem e não giram seus cavalos em termos de venda. Isto porque o mercado não entende para que serve a raça, ou mesmo, entende que fica extremamente difícil de se montar quando a função mostra alta necessidade técnica. Aqui ocorrem o erro de foco e o erro de função.
Por fim, penso que para todo o mercado é hora de pensarmos o que queremos para o futuro. Não para raças ou modalidades, mas para o mercado como um todo. Se soubermos aproveitar a onda boa, solidificamos de vez o cavalo como atividade econômica forte. Se soubermos aproveitar a onda ruim de algumas raças, também iremos solidificar estas. É mais do que hora de pensarmos no futuro. Temos todas as condições para isto. Basta que política, gostos pessoais, vaidades e desejos particulares coloquem-se de lado, pelo menos neste momento...